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Faça-me o favor!
A INCRÍVEL TEORIA DOS IDIOTAS
Estava revirando meu e-mail e achei um carta que enderecei ao famigerado burocrata em Agosto/04. Portanto não se atentem a comentários temporais.
Fui ver o Fahrenheit ontem. Cara o Michael Moore é um gênio!!! Não pq o filme é do caralho ou coisa do tipo, pra falar a verdade, o documentário é bem mais ou menos, mas vou explicar o pq ele é gênio.
O Michael prega que o povo americano vive em um ambiente regido pelo medo. É a indústria do medo. O cidadão americano comum (vamos chamado de idiota tipo 1) é aquele tipo de pessoa que acha que sempre está em perigo, então ela vota em um partido duro que prega a defesa do cidadão, que é o partido republicano (algo como o PP ou o PFL aqui no Brasil), compra todo o tipo de tranqueira de segurança (alarme, armas, janelas blindadas, estoque de comida, mesmo que isso não traga segurança nenhuma, tipo os lança chamas que se pode instalar em carros nos EUA); …um parênteses, essa cultura é muito visível em Tiros em Columbine. Isso é bom porque aqueçe a economia e gera lucro, uma maneira bem simples de evitar um estoque imenso em poupança como acontece no Japão. Esses idiotas tipo 1 são a base da cadeia alimentar econômica.
Só que existe um tipo de cidadão que não aceita a essa situação de exploração e se indigna. É o tipo de gente que se filia ao Greenpeace, que luta pelos seus direitos (?!?!), que tem um conciência política, que critica a política externa dos EUA, que acredita que o sistema capitalista é nojento, que consome cultura (somente consome e pouco produz), que assiste shows cults, e que assiste os filmes do Michael Moore e se indigna. É o que eu chamo de idiota tipo 2. Enquanto a indústria que rege o idiota tipo 1 é a indústria do medo, o idiota tipo 2 é regido pela indignação. Michael Moore é um grande investidor dessa indústria. O cara é um gênio pq ganha uma grana fazendo o que gosta e estimulando essa indústria também, o que também evita o acumulo de poupança assim como no Japão. Japoneses, como um povo sistêmico, apâtico e com medo somente do que é pra se temer (terremoto, superpopulação, Godzilla) não só acumula grana, levando ao Banco Central Japonês a manter a taxa basica de juros a 0,025% a.a. (Isso mesmo, nada!). Michael Moore consegue explorar a nata econômica do mundo. Não se reduz a relez vendedor de artigos de segurança. Ele vende "cultura", que alimenta o mercado. O cara consegue fazer o que eu sempre sonhei em fazer, mas como era idiota tipo 2 não sabia como. Agora eu sou idiota tipo 3, que acredita que está acima dos idiotas 1 e 2, que consegue entendê-los e assim, estudá-los. Nesse seleto grupo estão Augusto Conte, Thomas Hobbes, Nicolau Maquiavel e outros filósofos famosos da história da humanidade que escreveram um monte de merda, são famosos pq são idolatrados pelos idiotas tipo 2 e morreram loucos.
Meu cara amigo idiota tipo 1,5 (vc se encaixa em outro tipo), sejamos espertos e seremos líderes.
Escrito por Puta Véia às 15h14
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Vamos salvar Toby!!
Toby é um singelo coelhinho que, após ser atacado por um coelho selvagem, foi adotado por um homem que cuidou de seus ferimentos até sua total recuperação. Entretanto, Toby irá morrer em 30 de Junho, seu dono irá comê-lo se não rececber o total de 50 mil dólares em doações! Até agora ele já arrecadou 18 mil! Vamos pessoal! Ajude você também a salvar esta doce criaturinha da morte!

Info: http://savetoby.com
Escrito por Burocrata às 15h46
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Fugit, irreparabile tempus
Um dia desses o Burocrata me perguntou "Por que e por quem se trabalha tanto hoje em dia?". Talvez alguma reflexão acêrca da sua vida e dos seus valores seja pertinente; mas pensando-se em algumas coisas periféricas à pergunta pode-se puxar o fio da meada.
Não há tempo onde não há variedade de movimento (...) o tempo é algo diferente do movimento dos astros, disse Santo Agostinho em suas Confissões. Nos mosteiros beneditinos, a sucessão dos ofícios divinos seguia estritamente uma dupla periodicidade, a diurna e a anual. A vida de orações implicava, portanto, a experiência ininterupta do tempo cósmico. Obedecendo a seus ritmos circulares, distraindo-se de todo acidente capaz de perturbá-la, a comunidade monástica já vivia a eternidade. O retorno das orações diárias e anuais aniquilava cada destino pessoal, suprimindo qualquer consciência de um crescimento e de um declínio.
O que você faz com o seu tempo, então? Onde está a sua aniquilação ou a sua salvação? Obviamente você trabalha como um condenado. Entra dia, sai dia; entra ano, sai ano e a mesma rotina se perpetua. O conceito de tempo exclui eternidade; você está atolado numa vida onde não há tempo, somente a mesma reclamação inútil, de uma vida esdrúxula. Obviamente, seu trabalho não é para o seu crescimento. Foi criada a ilusão de sucesso e venturança numa vida edionda onde se tem tudo, menos o seu arbítrio – tudo por um status incompreensível.
Em oposição a esses ritmos periódicos, os imprevistos, “caóticos” por assim dizer, rompem a rotina do tempo, que mostra seu desenrolar. A expressão Fugit, irreparabile tempus, (O tempo foge sem retorno) de Virgílio, traduz bem a perenidade desse problema – sua vida parece ter se esvaído sob seus olhos – por que você esteve preocupado demais com problemas que você não teria, se a coragem de lutar contra isso não fosse tão escassa quanto a sua liberdade para escolhas.
Assim, o tempo é você quando fica velho. Tudo terá passado, inclusive seus raros momentos vivo de verdade.
Escrito por Montagna às 15h24
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